BOLSONARO PERDE PARA TODOS OS CANDIDATOS NO SEGUNDO TURNO, EXCETO PRA MARINA DIZ PESQUISA CNI-IBOPE



Pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) segue liderando a disputa eleitoral e soma 27% das intenções de voto. Ele é seguido por Fernando Haddad (PT), que tem 21% da preferência do eleitorado e está isolado em segundo lugar.


A última sondagem CNI/Ibope é de junho, quando a corrida presidencial ainda não havia começado. No entanto, o cenário apresentado nesta quarta-feira não destoa muito da pesquisa feita pelo mesmo instituto a pedido da rede Globo e do jornal O Estado de S. Paulo: nela, Bolsonaro tinha parado de crescer e estagnado em 28% da preferência do eleitorado, enquanto que Fernando Haddad avançou três pontos percentuais (alcançando 22%).

O levantamento desta quarta-feira mostrou que Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) estão em empate técnico no terceiro lugar. O pedetista, no entanto, está numericamente à frente, com 12% das intenções de voto. O tucano, por sua vez, tem 8% da preferência do eleitorado (a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos). Os atuais números também reafirmam o enfraquecimento de Marina Silva (Rede), candidata que já figurou como segunda colocada em pesquisas eleitorais, mas que no atual levantamento reuniu apenas 6% das intenções de voto. 

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira ouviu 2.000 eleitores em 126 municípios do País, entre os dias 22 e 24 de setembro. 

Segundo turno e voto útil

A pesquisa CNI/Ibope também trouxe simulações de segundo turno. Se a disputa final ocorrer entre Bolsonaro e Haddad, o petista venceria por 42% a 38%. Bolsonaro foi testado em quatro cenários de segundo turno. Ele só aparece à frente de Marina Silva (40% a 38%). Se enfrentasse Alckmin no segundo turno, perderia por 40% a 36%; se o adversário de Bolsonaro fosse Ciro Gomes, o pedetista venceria por 44% a 35%, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope.

Os eleitores foram ainda perguntados sobre "voto útil". Ou seja, se deixariam de votar no candidato da sua preferência para evitar que outro concorrente ganhe o pleito. Entre os entrevistados, 28% declararam que "a probabilidade de deixar de votar no candidato de sua preferência para evitar que um candidato que ele não gosta vença a eleição é alta ou muito alta".

O voto útil, por exemplo, é uma das últimas esperanças de Alckmin para passar ao segundo turno. O candidato do PSDB — dono do maior tempo na propaganda de rádio e televisão — tem tentado seduzir parte do eleitorado de Bolsonaro afirmando que o capitão do reformado do Exército seria derrotado pelo PT no segundo turno. 


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