Após 17 anos, PM pede informações sobre homicídios ligados a Queiroz e Adriano


Foto de Fabrício Queiroz na chegada ao complexo penitenciário em Bangu 8Foto: CNN (23.jun.2020)

O corregedor da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcus Vinícius dos Santos Amaral, solicitou informações a três batalhões da corporação sobre “autos de resistência” que teriam sido cometidos por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de comandar uma milícia na Zona Oeste do Rio e morto em fevereiro deste ano na Bahia.

A solicitação ocorre 17 anos depois da dupla participar de uma abordagem que terminou com uma pessoa morta em favela da Zona Oeste do Rio.  

Queiroz é ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro e, segundo decisão judicial, cumpre prisão domiciliar por suspeita de envolvimento no caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ele conheceu Adriano na PM do RJ, em 2003, e juntos participaram da morte de Anderson Rosa de Souza, durante uma abordagem na favela Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. Anderson era técnico em refrigeração, tinha dois filhos.

A investigação está em curso há 17 anos e só deve ser concluída neste ano, após o promotor do Ministério Público Cláudio Calo Sousa assumir o caso. Em relatório apresentado no dia 3 de julho, ele identificou falhas em diversos pontos básicos da investigação – como a perícia das armas, que ainda não havia sido feita. 

Na última sexta-feira, a corregedoria da PM solicitou informações a três batalhões para, “em caráter de urgência”,  informar se Queiroz e Adriano responderam a alguma averiguação sobre os “autos de resistência”. Ambos trabalharam juntos por apenas seis meses no 18º Batalhão, que atua na região de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. 

O pedido feito pela PM atende a uma das solicitações feitas pelo MP no âmbito das investigações desse homicídio. De 2003 até 2020, a investigação sobre o caso, que segue aberta, teve mais de 70 movimentos entre diligências da Polícia Civil e pedidos de apuração feitos pelo Ministério Público.

Além das informações da PM, o MP requereu a perícia das armas usadas e a realização de depoimentos de policiais que trabalharam com Queiroz e Adriano na época. 

A defesa de Queiroz informou que não vai se manifestar. Procurada pela CNN, a PM do RJ ainda não respondeu a questionamentos.

Com conteúdo CNN Brasil

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