Covid: Brasil registra 1.300 mortes em 24 h, pior dia em três semanas


O Ministério da Saúde informou hoje que contabilizou 1.300 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas em todo o país. Foi o dia com maior registro de óbitos em três semanas, desde as 1.374 reportadas no dia 23 de junho. Com isso, o total de vítimas fatais nas contas da Pasta chegou a 74.133 desde o início da pandemia.

O alto número de hoje ocorre em um dia marcado pelo segundo maior registro de mortes no estado de São Paulo. Foram 417 novos óbitos reportados pelo governo paulista, que soma 18.324 mortes por covid-19 desde o começo da crise.

De acordo com o governo, o Brasil teve hoje mais 41.857 casos registrados de infecção pelo coronavírus. O total ficou em 1.926.824, se aproximando da marca de 2 milhões de pacientes.

Ainda segundo o ministério, o Brasil já teve 1.209.208 pacientes recuperados, e outros 643.483 seguem em acompanhamento atualmente.

Brasil pode se tornar 'laboratório' de vacinas

Duas das vacinas mais promissoras contra o coronavírus estão sendo testadas no Brasil. Com quase 2 milhões de infectados, país pode se tornar um grande laboratório contra o coronavírus.

A primeira candidata a vacina contra a covid-19 na fase clínica 3 é a AZD1222, desenvolvida pela Universidade de Oxford em cooperação com a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca. A segunda, Coronavac, vem da empresa chinesa de biotecnologia Sinovac.

Oficialmente, o fim dos testes clínicos está agendado para setembro de 2021, mas a eficácia da vacina já poderá ser prognosticada através dos resultados provisórios preliminares, de acordo com Dimas Covas, do Instituto Butantan.
"Se os testes em voluntários forem finalizados até outubro, podemos concluir os resultados sobre a eficácia até o fim do ano. Isso significa que poderíamos começar a usar a vacina no início do ano que vem", disse Covas.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.


Com conteúdo UOL

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