Brasil bate 2 milhões de casos de covid em pior dia de mortes no mês: 1.322


Pacientes que foram diagnosticados com o novo coronavírusImagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Saúde incluiu nas últimas 24 horas mais 45.403 registros de infecção por coronavírus no Brasil. Com isso, o país ultrapassou a marca de 2 milhões de diagnósticos da covid-19 desde o início da pandemia. O total de infectados é de 2.012.151.

A pasta também contabilizou de ontem para hoje 1.322 novas mortes, com o acumulado de vítimas chegando a 76.688 em todo o país. Foi o pior dia do mês de julho, com o maior registro de óbitos em 24 horas desde 23 de junho, quando o ministério incluiu 1.374 mortes nas contas oficiais. O recorde anterior do mês tinha sido registrado na última terça-feira (14), quando 1.300 óbitos foram somados.

O governo federal informou ainda que o Brasil tem atualmente 639.135 pacientes em acompanhamento. Outros 1.296.328 casos já são considerados como casos recuperados da doença.

Óbitos em geral aumentam no Brasil

A pandemia está tendo um impacto inequívoco nas estatísticas de mortes no Brasil. No primeiro semestre deste ano, foram registrados 667.258 óbitos nos cartórios brasileiros, compreendendo todos os tipos de causas naturais e externas. Em comparação, no primeiro semestre de 2019 ocorreram 608.265 óbitos, informa a coluna de Diogo Schelp.

Ou seja, nos primeiros seis meses de 2020 houve um aumento de 9,7% no total de mortes em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em números absolutos, foram registradas 58.993 mais mortes em 2020 do que na primeira metade de 2019. No mesmo período de 2020, os cartórios registraram 62.074 óbitos confirmados ou com suspeita de covid-19 — uma causa de morte que, evidentemente, não existia em 2019.

Veículos se unem em prol da informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.


Com conteúdo UOL

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