Fiocruz alerta para possível 2ª onda de covid-19 no RJ, Ceará e Maranhão

RJ - MOVIMENTAÇÃO / LEME / ZONA SUL / CORONAVÍRUS / PRAIA / PANDEMIA - CIDADES - Movimentação na praia do Leme, Zona Sul do Rio de Janeiro, em meio à pandemia do Coronavírus, neste sábado (25). 25/07/2020 - Foto: RICARDO CASSIANO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO (Ricardo Cassiano/Agência O Dia/Estadão Conteúdo)


Boletim semanal produzido pela Fundação 
Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que o risco de uma segunda onda de covid-19 aumenta nos Estados do Rio de Janeiro, Maranhão e Amapá. Nesses Estados, o primeiro pico de casos da doença foi registrado na primeira quinzena de maio; em junho houve queda constante, mas na segunda quinzena de julho o número de casos voltou a subir.
O aumento atinge também as capitais – Rio de Janeiro, São Luís e Macapá, respectivamente. A análise consta do Boletim InfoGripe referente à Semana Epidemiológica 30 (de 19 a 25 de julho). O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-gripe) até 28 de julho.

Segundo o boletim, o número de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país estabilizou, mas os valores semanais ainda estão em nível considerado muito alto. Os dados de SRAG estão associados à covid-19. Entre as ocorrências com resultado positivo para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos ocorreram por novo coronavírus.
Entre os demais Estados e municípios brasileiros, Fortaleza apresenta sinal de estabilização, com sinal fraco de possível retomada do crescimento, e Rondônia manteve crescimento lento.

O Paraná indica estabilização após período de crescimento; Amazonas, Roraima e Pará mostram estabilização após período de queda. Apresentam tendência de queda, após período de estabilização, Paraíba, Minas Gerais e Distrito Federal. “Em Minas Gerais e Distrito Federal, o sinal ainda é fraco, sendo recomendada reavaliação no próximo boletim para confirmação”, afirmou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe. “Como sinalizado nos boletins anteriores, a situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais”, disse.

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