As relações de Bannon, preso hoje nos EUA, com a família Bolsonaro

Preso nesta quinta-feira sob suspeita de fraude em uma campanha pela construção do muro entre Estados Unidos e México, o estrategista político Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano, Donald Trump, tem ligações próximas com a família do presidente Jair Bolsonaro.

Bannon esteve pela primeira vez com Eduardo Bolsonaro, filho Zero Três do presidente, em agosto de 2018, antes da campanha que terminou com a vitória de Bolsonaro. Na ocasião, Eduardo disse que o ex-estrategista de Trump “se colocou à disposição para ajudar”. “Isso, obviamente, não inclui nada de financeiro. A gente deixou isso bem claro, tanto eu quanto ele. O suporte é dica de internet, de repente uma análise, interpretar dados, essas coisas”, declarou o deputado federal, que publicou uma foto ao lado de Bannon no Twitter.

Em entrevista à BBC Brasil a dois dias do segundo turno de 2018, o americano classificou o presidente como “brilhante”, “sofisticado” e declarou que ele é “muito parecido” com Donald Trump. Demitido do governo americano em agosto de 2017, Bannon foi um dos entrevistados no livro Fire and Fury: Inside the Trump White House (Fogo e Fúria: Por dentro da Casa Branca de Trump), do jornalista Michael Wolff. Entre as declarações a Wolff, ele afirmou que a reunião entre Trump e uma informante russa na campanha de 2016 foi “traidora” e “antipatriótica”.

Já fora da Casa Branca, em 2019, Bannon foi ouvido pelo ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, a respeito do discurso que Jair Bolsonaro faria na sessão de abertura dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro. Segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo, o encontro ocorreu na embaixada do Brasil em Washington.


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