Ala desenvolvimentista do governo impõe derrota para Paulo Guedes

Rogério Marinho,  Ministro do Desenvolvimento Regional e Paulo Guedes,  Ministro da Economia (Foto: Divulgação)

No Diário Oficial de hoje existem três decretos de Bolsonaro que, se lidos com cuidado, dão indícios sobre qual lado o presidente escolheu nesse embate entre uma política expansionista para reativar a economia e a preocupação com a imensa crise fiscal que atravessamos. 

Primeiro, o Decreto nº 10.524 institui o Comitê Gestor do Plano Sub-regional de Desenvolvimento Sustentável do Xingu. Coordenado pela pasta de Rogério Marinho, o comitê tem a presença de outros 5 ministérios, mas não da Economia (como é praxe nesses GTs).

Já o Decreto nº 10.525, que inclui a expansão do metrô de BH no Programa de Parcerias de Investimentos, presidido por Paulo Guedes, veio com um dispositivo incomum: a determinação para que a pasta de Rogério Marinho apoie os estudos desse empreendimento.

Por fim, o Decreto nº 10.526 cria o Comitê Interministerial de Planejamento da Infraestrutura e o Plano Integrado de Longo Prazo da Infraestrutura. A proposta é fomentar investimentos de grande porte em transporte, telecomunicação, energia, mineração, saneamento e tecnologia.

Esse grande plano de investimentos do governo federal, que abarcará os próximos 10 anos, nada mais é do que o arcabouço institucional para o Pró-Brasil, motivo da briga entre os ministros na reunião de 22/04. 

No comando da iniciativa estará o ministro Braga Netto (Casa Civil), assessorado de mais 9 ministérios: Economia, Desenvolvimento Regional, Infraestrutura, Minas e Energia, Comunicações, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, CGU e Secretaria de Assuntos Estratégicos.

A institucionalização desse comitê para tocar um grande plano de investimentos federais representa uma vitória da ala desenvolvimentista do governo - e, obviamente, uma derrota para Paulo Guedes, que tentou de todas as formas bombardear o Pró-Brasil:


Com conteúdo Bruno Carazza

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