Fátima cobra definição de data para início do Plano Nacional de Imunização

Fátima Bezerra (PT) participou do lançamento oficial do plano nacional de vacinação contra a Covid-19 — Foto: Guia Dantas/Cedida

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) comemorou o fato do governo federal assumir a coordenação do plano nacional de vacinação contra a Covid-19, mas ressaltou que "falta algo muito importante: a data".

A declaração foi dada nesta quarta (16) após o lançamento do plano nacional de vacinação contra a Covid-19 pelo governo federal.

"Toda a luta que a gente vinha travando para que o governo federal assumisse a coordenação plena do plano nacional de imunização teve eco porque hoje o governo federal assume formalmente, perante o país, que vai coordenar o plano, em parceria com estados e municípios", disse Fátima Bezerra.

"Agora, faltou algo muito importante que é o calendário, a data. Mais do que nunca precisamos ter celeridade e precisa dar início ao processo de vacinação", complementou.


Plano Nacional de Vacinação

O plano nacional de vacinação contra a Covid-19 prevê a vacinação primeiro de grupos considerados prioritários, por estarem mais expostos ao coronavírus ou serem mais vulneráveis à doença. Segundo o governo, 51 milhões de pessoas serão vacinadas nessa etapa, o que vai exigir 108, 3 milhões de doses. Cada pessoa toma duas doses, e há uma perda de 5% de vacina decorrente dos processos de transporte e aplicação.

Ainda de acordo com o governo, a vacinação no Brasil deve ser concluída em 16 meses – quatro meses para vacinar todos os grupos prioritários e, em seguida, 12 meses para imunizar a "população em geral".


Vacinas

Em seu discurso, Pazuello afirmou que todas as vacinas produzidas no Brasil, sejam as produzidas pelo Insituto Butantan, pela Fiocruz, ou "por qualquer indústria, terão prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS). "Isso está pacificado", disse o ministro.

Além da Fiocruz, o Instituo Butantan, ligado ao governo de São Paulo, também vai produzir uma vacina contra a Covid-19. No caso do Butantan, é a vacina Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac.

Até o momento, ainda não chegou à Anvisa o pedido de registro de nenhuma vacina.

"Não haverá nenhuma diferença. Todas as vacinas produzidas no Brasil, ou pelo Butantan ou pela Fiocruz, por qualquer indústria, ela terá prioridade do SUS. E isso está pacificado. Isso está discutido", completou.

Com conteúdo G1RN

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