Mensagens de WhatsApp implodem versão de Bolsonaro na guerra com Moro


Conversa travada no dia 22 de abril, juntada no inquérito do STF, mostra que presidente não fala a verdade quando diz que não quis demitir o diretor da PF

Por Robson Bonin

23 maio 2020, 20h13 - Publicado em 23 maio 2020, 20h03


O Radar confirmou há pouco, com fontes relacionadas à investigação sobre a interferência política de Jair Bolsonaro na Polícia Federal que são verdadeiras as mensagens atribuídas a ele e ao ex-ministro no WhatsApp, trocadas no dia 22 de abril, data da famosa reunião ministerial, em que o presidente afirmou que iria interferir na PF “e ponto final”.

Em quatro mensagens a Moro, como revelou a repórter Jussara Soares, há pouco, Bolsonaro comunicou ao ministro da Justiça que a troca de comando na PF estava decidida. “Moro, o Valeixo sai esta semana. Isto está decidido”, escreveu Bolsonaro. “Você pode dizer apenas a forma. A pedido ou ex ofício”, complementou.

As mensagens, enviadas no começo daquele dia, por volta de 6h30 da manhã, mostram que a decisão do presidente de mudar o comando da PF já tinha sido tomada horas antes da reunião ministerial marcada para 10 horas no Planalto. O que evidencia o desejo de Bolsonaro de não apenas mudar o diretor da corporação, mas enquadrar Moro, com seu sermão sobre “interferir em todos os ministérios”, “trocar ministro”…
Foi a determinação de Bolsonaro em interferir nos rumos da PF que levou Moro a pedir demissão do governo e escancarar os planos pessoais do presidente para a corporação.


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