Nem Trump julga seguro aproximar-se de Bolsonaro na pandemia


Desprezo do governo pelo combate ao coronavírus leva presidente dos EUA a proibir a entrada de passageiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias

Por Robson Bonin

24 maio 2020, 19h14 - Publicado em 24 maio 2020, 19h13

Enquanto Jair Bolsonaro come cachorro-quente, passeia de jet-ski e confraterniza com manifestantes golpistas, seu maior aliado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu que era hora de proibir a entrada de brasileiros em solo americano. A grosso modo, aos olhos do presidente norte-americano, o convívio aberto com “amigo Bolsonaro” não é mais recomendável.
O motivo: o descontrole da pandemia no país, que já tem mais de 22.000 mortos e 360.000 infectados é prejudicial aos EUA, maior foco da pandemia no planeta.

A decisão foi divulgada há pouco, por meio de um decreto. Cidadãos não americanos que estiveram no Brasil pelos últimos 14 dias estão proibidos de ingressar nos EUA. A decisão é válida a partir da próxima sexta, 29 de maio.
“Hoje, o presidente tomou uma ação decisiva para proteger nosso país suspendendo a entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil durante o período de 14 dias antes de buscarem admissão nos EUA… A ação vai ajudar a garantir que estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte adicional de infecções em nosso país”, diz a Casa Branca.

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