Aprovação do governo no Nordeste cai depois de viagens de Bolsonaro


Pesquisa PoderData indica que a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de intensificar a agenda de viagens ao Nordeste não surtiu efeito imediato na avaliação de seu governo na região.

O levantamento mostra que a aprovação da administração federal, que vinha em trajetória de alta na região, caiu 8 pontos percentuais no Nordeste. Passou de 48% para 40% em relação ao último levantamento, realizado de 17 a 19 de agosto. A desaprovação ficou em 50% –variação positiva, dentro da margem de erro.

As taxas estão abaixo da avaliação nacional: 51% aprovam o governo Bolsonaro e 41% desaprovam.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é realizada em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 31 de agosto a 2 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 509 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

O presidente passou a frequentar mais cidades da região logo quando começaram os pagamentos das parcelas do auxílio emergencial. Segundo levantamento do Poder360, o presidente fez 7 visitas ao Nordeste de abril a agosto, número que corresponde a 33% dos destinos de suas viagens domésticas no período.

As 7 cidades visitadas por Bolsonaro correspondem ao mesmo número de viagens que o presidente fez à região nos 15 meses anteriores ao auxílio emergencial (de janeiro de 2019 a março de 2020).

O presidente decidiu prorrogar o pagamento do benefício (mais 4 parcelas de R$ 300). O Nordeste é a região que concentra mais brasileiros carentes.


AVALIAÇÃO DE BOLSONARO NO NORDESTE

Em relação ao trabalho individual de Bolsonaro na Presidência, são 31% dos nordestinos que o avaliam como “ótimo” ou “bom”. Houve queda de 7 pontos em duas semanas. A rejeição do presidente na região ficou estável em 43%.

A avaliação positiva do presidente na região está 7 pontos abaixo da avaliação nacional (39%). Já a rejeição ao seu desempenho está 9 pontos acima da média geral (34%).


Com conteúdo Poder360

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